10 fatos sobre “Sultans of Swing”, do pub ao solo que não quer acabar

Uma banda de jazz com nome pomposo, uma demo no rádio e gravações que não são iguais: dez histórias para ouvir o clássico do Dire Straits com outros ouvidos.

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“Sultans of Swing” conta uma noite de música num pub e deixa a guitarra conversar tanto quanto o narrador. O primeiro grande sucesso do Dire Straits também carrega uma história cheia de mudanças: de instrumento, de gravação e de tamanho quando chega ao palco.

Estes dez fatos seguem a canção da ideia inicial às versões ao vivo, com entrevistas, créditos e registros de lançamento. As imagens são reais; fotos de apoio feitas em outras ocasiões estão identificadas nos itens. As informações ficam na descrição. As extrapolações, como sempre, são por conta do Caramelo.

1Os sultões eram músicos de um pub

Zoran Veselinović · CC BY-SA 2.0

Zoran Veselinović

Knopfler contou ao El País que o título nasceu numa noite chuvosa em um pub de Greenwich, em Londres. A banda tocava jazz de Dixieland e se apresentou como Sultans of Swing. Ele achou graça no contraste entre o nome majestoso e aqueles músicos de aparência comum. A cena virou o ponto de partida da canção. A foto mostra Knopfler em Zagreb, em 1983.

El País — entrevista com Mark Knopfler
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2Antes da Stratocaster, a música parecia outra

Land Rover MENA · CC BY 2.0

Land Rover MENA

A primeira ideia surgiu numa National de corpo metálico, em afinação aberta. Segundo Knopfler, a música só ganhou vida quando ele a levou para a Stratocaster de 1961 que comprou em 1977: apareceram novas mudanças de acordes, enquanto a letra permaneceu. Portanto, a sonoridade elétrica conhecida veio depois da composição inicial. Na imagem de apoio, ele toca um resonador em 2012.

Guitar World — Knopfler sobre a transformação da música
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3Uma demo chegou ao rádio antes de chegar ao disco

Fonte: Dire Straits · The Honky Tonk Demos

Fonte: Dire Straits · The Honky Tonk Demos

Em julho de 1977, a banda gravou “Sultans of Swing” no pequeno Pathway Studios. Nas notas preservadas pelo arquivo oficial, Charlie Gillett conta que colocou a demo em seu programa Honky Tonk, na BBC Radio London, em 31 de julho. O interesse de gravadoras veio nessa fase de exposição radiofônica. A capa de The Honky Tonk Demos, edição de 2015, identifica esse registro inicial.

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4O single e o álbum guardam gravações diferentes

Hassocks5489 · CC0

Hassocks5489

A versão do álbum de estreia foi gravada em Basing Street, em fevereiro de 1978, com produção de Muff Winwood. Depois, a gravadora pediu uma nova gravação para o single, mais próxima da demo. O próprio arquivo do Dire Straits confirma que a tomada do álbum é anterior à do compacto. Assim, diferenças entre edições podem ir além de um simples corte de duração. A foto de 2021 mostra o antigo prédio dos estúdios.

Dire Straits — créditos e nota sobre a regravação do single
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5Parte da assinatura está no polegar e em dois dedos

Victor Schiferli · CC BY-SA 2.0

Victor Schiferli

A guitarra de “Sultans of Swing” tornou reconhecível o toque de Knopfler sem palheta. Ao explicar sua técnica à Guitar Player, ele descreveu a combinação do polegar com dois dedos: conseguia efeitos que não obtinha com a palheta. Isso não significa que ele a tenha abandonado em toda a carreira; na mesma entrevista, admitiu usá-la em outras situações. A foto é de uma apresentação em Amsterdã, em 1981.

Guitar Player — entrevista sobre a técnica de Knopfler
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6Virar o compacto levava a uma faixa ao vivo fora do LP

Fonte: Dire Straits · Sultans of Swing

Fonte: Dire Straits · Sultans of Swing

O compacto britânico de “Sultans of Swing”, de 1978, trazia “Eastbound Train” ao vivo no outro lado. A combinação aparece tanto na discografia oficial quanto na lista de lançamentos da Music Week da época. A faixa não integra a sequência do álbum de estreia. Quem comprava aquele single levava também um registro que o LP não oferecia; o conteúdo do lado B variava entre países.

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7O Top 10 britânico veio em 1979

Heinrich Klaffs · CC BY-SA 2.0

Heinrich Klaffs

Embora a canção já estivesse em disco em 1978, sua primeira entrada na parada britânica registrada pela Official Charts é de 10 de março de 1979, no número 45. Em 7 de abril, chegou ao oitavo lugar, posição que repetiu na semana seguinte. A cronologia ajuda a separar o lançamento da música do momento em que ela se tornou um sucesso no Reino Unido. A foto da formação original é de 1978.

Official Charts — trajetória britânica do single
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8A indicação ao Grammy foi por uma performance vocal

prayitnophotography · CC BY 2.0

prayitnophotography

No Grammy de 1980, “Sultans of Swing” concorreu a melhor performance vocal de rock por dupla ou grupo. A vencedora foi “Heartache Tonight”, dos Eagles. Apesar da fama de seus solos, a indicação do single aparece numa categoria vocal, não numa premiação de guitarra. É importante separar a indicação dessa música das vitórias que o Dire Straits conquistou depois. O troféu fotografado pertence a Kenny Rogers e ilustra a premiação.

Recording Academy — indicados e vencedor de 1980
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9Em Alchemy, a música ganha tempo e continua ao vivo

Fonte: Dire Straits · Alchemy

Fonte: Dire Straits · Alchemy

Em Alchemy, lançado em 1984 a partir de gravações londrinas de julho de 1983, a música se estende muito além da versão de estúdio: a edição em vídeo catalogada pela Universal marca 10 minutos e 54 segundos. O projeto não usou regravações sobrepostas para corrigir a execução. Isso não quer dizer ausência de edição: numa entrevista contemporânea à Billboard, Knopfler mencionou cortes de notas e falas. A imagem vem do arquivo dessa apresentação em Hammersmith.

Universal Music — duração de Sultans of Swing em Alchemy Live
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10Eric Clapton entrou na roda no tributo a Mandela

Steve Proctor · CC BY-SA 4.0

Steve Proctor

Em 11 de junho de 1988, “Sultans of Swing” fez parte do show do Dire Straits com Eric Clapton no tributo aos 70 anos de Nelson Mandela, no estádio de Wembley. O repertório está preservado no site do produtor do evento, Tony Hollingsworth, e no arquivo de shows Where’s Eric!. É outra ocasião, diferente do Live Aid de 1985 e das apresentações na Wembley Arena. A foto de apoio mostra Clapton em Nova York, em 2015.

Tony Hollingsworth — arquivo do produtor do tributo de 1988
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