10 imagens do James Webb divulgadas em 2026 que merecem um zoom
Estrelas nascendo, galáxias em transformação e a gravidade mudando o caminho da luz.
De janeiro a outubro, a seleção Imagem do Mês da ESA/Webb trouxe estas dez vistas do Universo. Reunimos as imagens divulgadas até 29 de outubro de 2026, com a data de cada publicação e o contexto que ajuda a entender o que aparece nelas.
As cores foram atribuídas aos dados de diferentes faixas do infravermelho para tornar estruturas visíveis e destacar informações científicas. A composição colorida não corresponde à visão do olho humano. Mantivemos os créditos completos e o link para a explicação de cada imagem.
1Um berçário de estrelas que ocupa uma vizinhança inteira
Divulgada em 22 de outubro de 2026. A região N159 fica na Grande Nuvem de Magalhães, a cerca de 161 mil anos-luz de nós. Estrelas jovens e muito quentes ionizam o gás e ajudam a esculpir as cavidades visíveis na imagem. A área mostrada se estende por aproximadamente 230 anos-luz.
2Galáxias que aparecem esticadas e até repetidas
Divulgada em 29 de setembro de 2026. O aglomerado MACS J0454.1-0300 distorce a luz de galáxias que estão atrás dele. Esse efeito, chamado lente gravitacional, pode ampliar, curvar e produzir várias imagens de um mesmo objeto distante. Os arcos alaranjados fazem parte da história, não de um defeito na câmera.
3Uma galáxia que ainda guarda sinais de um encontro
Divulgada em 27 de agosto de 2026. Arp 263, também chamada NGC 3239, tem formato irregular e está a cerca de 25 milhões de anos-luz. Os pesquisadores interpretam suas características como sinais de uma fusão passada de galáxias. A imagem em infravermelho mostra estrelas antigas e regiões onde novas estrelas estão se formando.
4Um “baú do tesouro” que guarda estrelas jovens
Divulgada em 6 de agosto de 2026. Esta nuvem na Nebulosa de Carina recebeu o apelido de Treasure Chest, ou Baú do Tesouro. O brilho vem de um aglomerado compacto de estrelas jovens ainda envolvidas por poeira. A forma chamativa é uma nuvem de gás e poeira sendo esculpida pela radiação e pelos ventos estelares.
5Dois aglomerados no meio de uma construção cósmica
Divulgada em 3 de julho de 2026. MACS J0553.4-3342 reúne dois subaglomerados de galáxias em processo de fusão. A luz nos mostra o conjunto como era há cerca de 4,4 bilhões de anos. As duas grandes galáxias elípticas brilhantes próximas ao centro marcam os núcleos dessa transformação.
6Várias fases da infância das estrelas no mesmo lugar
Divulgada em 5 de junho de 2026. Este trecho de OMC-2, na região de Órion, tem cerca de 2,5 anos-luz de extensão. Ele reúne objetos em diferentes fases de formação estelar. Jatos lançados por estrelas em formação atravessam o material ao redor e ajudam a criar os traços e as estruturas luminosas da cena.
7Uma galáxia com um centro difícil de ignorar
Divulgada em 7 de maio de 2026. Messier 77 é uma galáxia espiral a aproximadamente 45 milhões de anos-luz. Seu núcleo ativo é alimentado pelo ambiente ao redor de um buraco negro supermassivo. Nesta imagem do instrumento MIRI, os braços de poeira aparecem em destaque ao redor do centro intensamente brilhante.
8Dois discos onde podem nascer novos planetas
Divulgada em 3 de abril de 2026. A composição reúne Tau 042021, à esquerda, e Oph 163131, à direita. Vemos os discos ao redor de estrelas jovens quase pela borda, com faixas escuras escondendo parte da luz central. Esses reservatórios de gás e poeira ajudam os cientistas a estudar como sistemas planetários se formam.
9Uma espiral que mostra estrelas e matéria-prima para outras
Divulgada em 20 de fevereiro de 2026. NGC 5134 fica a cerca de 65 milhões de anos-luz. A combinação de dados da NIRCam e do MIRI destaca estrelas e estruturas de poeira nos braços da galáxia. O conjunto ajuda a estudar a relação entre o gás disponível, o nascimento de estrelas e a matéria que elas devolvem ao espaço.
10Um aglomerado famoso por multiplicar a vista
Divulgada em 22 de janeiro de 2026. MACS J1149 é conhecido por funcionar como uma poderosa lente gravitacional. Uma galáxia ao fundo, cuja imagem aparece distorcida, já permitiu observar a mesma supernova em quatro imagens de uma vez em observações anteriores. Esta nova vista do aglomerado mostra como a gravidade pode transformar o caminho da luz em uma ferramenta de pesquisa.

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